Paulicéia

 

Sou rainha do gueto

Na quebrada minha coroa é 

de latão 

Não mantenho segredos 

Nem te peço perdão

 

Sereia do tanque 

Mãe de ganga-zumba 

Sem poupar meu sangue 

por meu filho o coração inunda

 

A cidade é de pedra 

A selva, de amor 

Sampa Paulicéia 

Aqui eu aqueci o meu tambor

 

Vim de Angola, de Xangô 

Pra vencer na favela 

E aliviar minha dor

Coroa de Lata 

 

 

 

 

 

M18M: Por quais mares já navegou? 

 

Juliana Tupí: Descobri a força das palavras muito cedo, lá pelos 13 anos quando também descobri que odiava matemática, enquanto a professora rabiscava no quadro dela eu rabiscava em meu caderno. Desde o ano 2015 trabalho no projeto Sentido Literal que foi carro chefe para divulgar meu primeiro livro, o "25 Invernos no Alaska". Nele eu traço um paralelo com a cidade de São Paulo e as histórias sobre nossos invernos particulares. Alheio a esse projeto, participei de saraus femininos, zines, slams e escrevi para blogs literários e de conteúdo adulto. Tive o recente prazer de ser convidada a mais um projeto incrível e feminino: a Ação MULHER_18M e estou encantada, essa ação me resgatou sensações maravilhosas de como o analógico da vida ainda é a forma mais gostosa de compartilhar a poesia. Gratidão!

 

 

 

 

  

 

 

 

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