Há beleza

 

Há - e é certo que há - uma beleza escondida bem no meio, no fundo, do mistério-comum-e-cotidiano das coisas.

Há uma beleza escondida no jeito que a criança olha quando pergunta. E há outra no tom, no riso, no dente que brilha, e na boca que abre, quando exclama;

Há uma beleza-barulho-de-cérebro-vivo, no ruído das vozes dos professores quando se reúnem para pensar/discutir o trabalho;

Há uma beleza fria e incômoda no cair das tardes de outono;

Há uma beleza simples no modo como os gatos se espreguiçam, se esticam e se largam no aconchego das cobertas macias;

Há uma beleza essencial no gesto das mãos que criam, do corpo que dança, dos dedos, olhos e saberes que são postos na confecção do dia, no preparo do alimento;

Há uma beleza rara e delicada no dia a dia compartilhado, na doação amorosa, na escolha do viver junto.

Há sempre uma beleza escondida em cada palavra que nosso espírito-cérebro-coração (e tudo mais que se põe como corpo) contam ao lápis, que sai correndo, apressado, para tentar inventar "belezo-grafia" no papel.

 

 

 

 

 

 

 

M18M: Por quais mares já navegou?

 

Carolina Platero: Navego há mais de 15 anos pelos mares das artes, da educação e da filosofia.

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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