demolidora mundo novo

 

Demole-se muito bem com a Demolidora Mundo Novo. Cobrem-se as fachadas, interditam-se as vias, implodem-se as estruturas. Alguns segundos bastam para que tudo esteja no chão. Surge um novo horizonte, cuja expiração também se impõe, à espreita.

 

Não existem ruínas na cidade onde tudo vira entulho. A ruína é o tempo que parou em si mesmo enquanto as outras coisas a esqueciam – ou a contemplavam. O entulho é o tempo que se engole para dar lugar a outro tempo, também consumível.

 

A explosão é assustadora, mas não dura mais que o instante absurdo de escutar pela primeira vez. Logo a poeira assenta, as pedras se calam e os ruídos de sempre nos refazem surdos pela profusão.

 

 

 

 

 

 

M18M: Por quais mares já navegou?

 

Juliana Ramos: Sou tradutora, revisora e professora de literatura no ensino médio. O poema que integra o projeto MULHER_18M faz parte de um conjunto maior e inédito intitulado Atravesso pontes, em que adoto uma perspectiva muito particular, de uma pedestre, para refletir sobre meus deslocamentos entre a periferia e o centro na grande São Paulo. Além desses textos, também escrevo canções em parceria com Guilherme Kafé, que podem ser ouvidas em https://kafe.bandcamp.com/

 

 

  

 

 

 

 

 

 

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