O reflexo e a rispidez do cenário urbano

 

No reboco que chamo de casa, na Rua Uruguai, canto a vida, mas como és sofrida. Canto com o movimento dos carros e com o trabalho pesado. Honesto! Em meio aos pedestres, ao que nada herdaste. Não temo a solidão, nem a pobreza, e muito menos a desilusão, pois já vivo nelas, entre os meus pés descalços nesse chão. Chinelo eu não tenho não. Pela brecha do espaço público, na Avenida Rio Branco, me encontrei com ela. Brechas de cabelo louro, brechas de um sorriso meio torto, apenas brechas, sem um ar de atenção. Toda semana me encanto por alguma loura diferente, morena, mulata ou ruiva. Oh diversidade! Oh miscigenação! Com todas só há indiferença, eu sou pobre, classe média não dá a mão. Olho torto e... Pena? Eles não têm não. Cidade tens um gigante a guardares. Bares da Lapa, entre diversas cachaças. Marceneiro, vendedor, empresário e advogado. Uns afrouxam a gravata; outros os pés quentes pelo afasto. Conversas sem pretensões, 40° graus de extensas solidões.

 

 

 

 

 

 

 

M18M: Por quais mares já navegou?

 

luaporamor: Mares com animais perigosos, que me morderam e cuspiram o meu corpo. Mas também, em mares que me viram boiando, quase morrendo, e resgataram o meu corpo. Limpou-me com o teu amor. 

 

 

 

  

 

 

 

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