Transpondo-se pela cidade

 

Nossos fluxos e alma deságuam

Espalhamo-nos por muitos momentos

Formando rios e corredeiras

Unimo-nos e somos mar

Em meio às cidades, o tempo, as vias.

        Trânsito - líquido

Tomando e preenchendo tudo

Todos os postos

E ninguém vai nos deter

Entre suas mãos opressoras

Escorremos e juntamo-nos novamente

               Tsunami!

Mulheres somos tsunamis

Nossa naturalidade e essência é a força

                 Selvagem

Ouçam nossos ruídos e nossa cura

Somos doces e salgadas

Águas da vida, sim, mulheres, somos!

 

 

 

 

 

 

 

 

M18M: Por quais mares já navegou?

 

Daniela Porto: Formada em produção do audiovisual na Fiam Faam, atuo há 11 anos como figurinista, meu porto acabou sendo o figurino, mas flerto com as palavras desde os 15 anos aproximadamente, timidamente. Já publiquei alguns contos e poemas em revistas, sem pretensões ou preparo. Iniciando o gosto pela poesia de verso livre e prosa poética, até a faculdade, acreditava que nunca conseguiria escrever algo mais objetivo, apegada as subjetividades como sempre fui, até que nas aulas de roteiro para cinema descobri que, sim, era possível e que a poesia pode fazer parte de tudo e se desmembrar em imagens. Talvez ela (a poesia) seja o combustível para meu trabalho, ligado a imagens, a ficção e a moda.

 

 

 

  

 

 

 

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