O convés do povo

 

 

os inocentes não sabem,

e quem não sabe não quer

Pasolini

 

 

Quem dera, eu mulher:
morar numa utopia,
de prédios de tijolo batido,
de ruas ladrilhadas
de um tempo preciso.

 

Quem dera, eu mulher:
ganhar tempo,
ver varandas em avenidas,
ver azuis no cinza
que adoece a vista.

 

Quem dera, eu mulher:
dormir numa cidade possível,
pra acordar um dia
no convés do povo,
e me fazer visível.

 

 

 

 

M18M: Por quais mares já navegou?

 

Aryanne Audrey: São tantas as marés e são tantas as ondas que nos puxam para trás. É preciso coragem para lançar nossos barquinhos e seguir em frente. Mostrar meu lado interno ao público sempre foi um desafio. Cresci em um ambiente (e em um mundo) que a todo tempo me pedia para ser "durona". Comecei meu caminho na Fotografia e a partir da percepção de que eu tinha um olhar poético na imagem, comecei também a colocá-lo em prática na escrita. Sigo escrevendo todos os dias, tornei-me filha das palavras.

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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